Diário de Bordo - Museu Geológico da Bahia - SSA

on sexta-feira, 22 de maio de 2009

Diário de Bordo – Salvador-BA

Visita ao Museu Geológico da Bah
ia
Equipe: Alexandre Rodrigues, Cleberson Sampaio, Elienai Oliveira, Moacir Oliveira, Rosana Souza



No dia 30 de abril de 2009 nós da turma do IV Semestre, noturno, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), juntamente com a professora de paleontologia, Rita Barreto, e o monitor Leomir, partimos aproximadamente às 04h30min da manhã em direção a Salvador-BA para fazermos uma visita ao Museu Geológico da Bahia.





Chegamos aproximadamente às
09h30min à capital e fomos direto ao Museu, que é um centro de pesquisa e difusão do patrimônio geológico da Bahia, e expõe as pedras, rochas e riquezas minerais presentes em solo baiano, brasileiro e mundial.

Fomos recebidos pelo professor de Geologia, Sr. Francisco Duarte, o qual nos guiou e demonstrou seu conhecimento a respeito de cada área do museu.





Começamos conhecendo o muro ornamentado por Juarez Paraíso com rochas e minerais, o qual representa a origem da vida.










Logo após fomos para a sala de cinema onde assistimos um filme relacionado aos fósseis.













Paramos no salão de rochas ornamentais e seguimos em direção ao salão de fósseis onde ele explanou um pouco mais sobre o assunto.








No salão dos fósseis e
le nos deu uma aula sobre a origem da vida na Terra com base no estudo dos fósseis. Falando de cada Éon >> Era >> Período, e seus respectivos eventos. Foi uma verdadeira viagem no tempo geológico.










Dentre os exemplares e réplicas e fósseis nós vimos: madeira fossilizada,












estromatólito,












peixe fossilizado,














vértebra de uma baleia primitiva. Esses fósseis têm grande importância na datação de rochas e origem da vida na Terra.












Vimos também a réplica de um Mastodonte,













e a reconstituição do seu esqueleto.














Logo após visitamos outras salas como a que contém uma exposição sobre a indústria do petróleo
no Brasil. Essa sala possui explicações a história da indústria petrolífera no Brasil, além de amostras em miniaturas das plataformas, dos produtos produzidos utilizados pelos petroleiros.













A que possui a ilustração do Sistema Solar
e













a réplica do meteorito Bendegó; o maior meteorito brasileiro. Encontrado em 1784, no município baiano
de Monte Santo e classificado como o 11º mais importante do mundo.










Passamos também pela sala dos Cristais onde encontram-se muitas gemas e pedras semipreciosas dentre outras. Inclusive as réplicas dos 40 maiores diamantes do mundo. E uma outra sala que está reservada para a coleção Otto Billian.









Terminada a loooonga visita, aproximadamente ao meio dia, depois de uma pausa para a foto, fomos almoçar....










e... depois de um tempinho de descanso, pegamos a estrada de volta à nossa querida Jequicity.





Clique nas imagens para ampliar.

Cientistas Desvendam Fóssil de Darwinius Masillae

on quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um fóssil de um animal que viveu há 47 milhões de anos, fora encontrado há alguns anos na Alemanha. Agora, o fóssil foi analisado com mais profundidade, determinando as características de um primata que conduziu ao ramo evolutivo de macacos e seres humanos. Isso não significa dizer que o fóssil era de um macaco, mas de um ancestral comum a macacos e humanos. Descrito como o “mais completo fóssil primata já descoberto”, o fóssil mostra o que seria uma fêmea jovem, do tamanho similar ao de um pequeno macaco. Somente o membro inferior esquerdo está faltando, mas a preservação é tão notável que pode-se ver os vestígios de pele e flexibilidade do corpo.

A última refeição do animal, de frutas e folhas, permaneceram na cavidade do estômago, demonstrando que morreu bruscamente, e segundo a Ciência, a boa conservação do corpo mostra que a fossilização foi relativamente rápida – já que foi extraída de uma rocha metamórfica, proveniente da ação de temperatura e pressão sobre argila, na pedreira perto de Darmstadt, Alemanha – indica que a causa da morte pode ter sido por afogamento no lago vulcânico em Messel, mas não se tem certeza. Exames radiológicos e de tomografia computadorizada mostraram que o animal tinha um pulso esquerdo fraturado.

O fóssil foi descoberto por um colecionador privado que dividiu as ossadas em duas metades. Uma foi restaurada e vendida como se estivesse completa, acabando por ser adquirida por um museu privado em Wyoming. Em 2000, descobriu-se que era uma fraude. A outra metade, que era maior, foi comprada há dois anos pelo museu de Oslo, na Noruega.

“O meu coração começou a bater muito depressa”, disse aos jornalistas Jorn Hurum, referindo-se à compra do fóssil. “Eu sabia que o vendedor tinha nas mãos um acontecimento mundial. Não consegui dormir durante duas noites”, explicou o investigador do Museu de Oslo que esteve à frente da investigação, que foi hoje publicada na revista Public Library of Science. Quando o grupo começou a estudar o fóssil, rapidamente chegaram à conclusão que era a parte que faltava à metade já conhecida.

A pesquisa sobre sua importância foi liderada pelo cientista Jorn Hurum, do Museu de História Natural de Oslo, Noruega. Hurum diz que o fóssil representa “a coisa mais próxima que temos de um ancestral” e descreveu a descoberta como “um sonho que se tornou realidade”. Um dos pesquisadores que analisou Ida (como o fóssil foi batizado), Jenz Franzen, disse o fóssil tem traços que guardam “grande semelhança conosco”, como unhas em vez de garras e o polegar em uma posição que permite agarrar coisas com a mão, como o homem e outros primatas.

Ainda assim, segundo ele, o fóssil não parece ser um ancestral direto do homem, mas sim estaria “mais para uma tia do que uma avó”.

Os investigadores resolveram chamar a nova espécie de Darwinius masillae, em honra aos 200 anos do nascimento do evolucionista Charles Darwin.

Apesar de tudo, a descoberta está a ser um êxito. Foi mostrada em Nova Iorque no Museu de História Natural pelo presidente da cidade, Michael Bloomberg, e a seguir volta para Oslo. “São necessários um ou dois ícones para arrastar as pessoas para o museu. Isto é a nossa Mona Lisa e vai ser a nossa Mona Lisa nos próximos cem anos”, concluiu Jorn Hurum.


Fontes: Portal EcoDebate, Quarta República, Público

Extinções

on terça-feira, 19 de maio de 2009

A idéia de que uma espécie inteira de criaturas pudesse desaparecer para sempre não era aceita pela maioria das pessoas até meados do século XVIII. Entretanto, fósseis “inexplicáveis” continuavam se avolumando, enquanto os locais mais recônditos da Terra iam sendo explorados e não revelavam a presença de nenhuma destas criaturas ainda vivas. Alguns eram animais tão grandes q era impossível que pudessem ainda estar vivos em algum lugar sem serem percebidos pelo olhar humano. Assim sendo, tinham de estar EXTINTOS.

Mas que tipos de fenômenos podem fazer com que uma espécie desapareça totalmente? Como explicar a extinção conjunta de predadores e presas? Por que algumas espécies se extinguem e outras não? Por que algumas extinções afetam às vezes poucas espécies e outras podem exterminar mais da metade da vida do Planeta?

Bom, podemos explicar essa última questão de acordo com duas diferentes escalas de abordagem, que são:

-->
Extinções de Menor Escala


* Pseudo-Extinção ou Extinção Filética: segundo essa abordagem, uma das causas de extinção é justamente a Evolução. Neste tipo de processo, os descendentes de uma população original de modificam ao ponto de serem considerados como uma nova espécie e a espécie original como extinta.


* Extinções Decorrentes das Interações Entre os Organismos Vivos: existem várias situações teóricas em que a simples interação ente organismos, no dia-a-dia e ao longo dos séculos e milênios, poderia levar à extinção de uma ou mais espécies, sem deixar descendentes. Um exemplo seria o surgimento de um predador eficiente que não dependesse de uma determinada presa para se alimentar; como o Homo sapiens que desde o seu surgimento, teria levado inúmeras espécies à extinção. Ou o surgimento de uma espécie mais eficiente que passasse a competir com outra por um mesmo nicho.


--> Extinções em Larga Escala ou Extinções em Massa


* Em alguns momentos da Terra surgiram situações em que uma significativa porção de tudo o que era vivo no planeta foi totalmente eliminada. Estes episódios são chamados de extinções em massa, sendo o mais famoso deles aquele que envolve o fim dos dinossauros. O rol dos agentes potenciais que podem, sozinhos ou combinados, terem sido os responsáveis por estas extinções são: deriva continental, tectônica, vulcanismo, impacto de meteoros e radiações cósmicas.


Em resumo, esta combinação de fatores tectônicos e climáticos teria afetado drasticamente tanto a fauna quanto a flora existentes, levando à extinção uma significativa parcela das espécies existentes.

Foca mais antiga era bicho terrestre...

on sexta-feira, 24 de abril de 2009

... indica fóssil achado no Canadá.

Animal com 1,1 m viveu no Ártico há mais de 20 milhões de anos. Hábitos provavelmente eram parecidos com os das lontras atuais.


É mais um daqueles fósseis que todo estudioso da evolução pediu a Deus: uma foca com uns 20 milhões de anos que não tem nadadeiras, mas patas. Com pouco mais de 1 m de comprimento, a Puijila darwini vivia onde hoje é a localidade de Nunavut, no Ártico canadense, e é o mais primitivo membro de seu grupo de mamíferos, trazendo pistas importantes sobre a origem das focas.

O bicho foi descrito por Natalia Rybczynski, do Museu Canadense de Natureza, e mais dois colegas. O pequeno carnívoro (cujo nome de espécie homenageia o naturalista Charles Darwin e cujo nome de gênero, Puijila, quer dizer "pequeno mamífero marinho" na língua indígena inuktikut) possuía uma cauda comprida e proporções corporais semelhantes às atuais lontras, afirma a equipe em artigo na edição desta semana da revista científica britânica "Nature".

As proporções dos membros e dedos indicam que, também como as lontras, ela possuía membranas nas patinhas. O bicho provavelmente explorava ambientes fluviais, nadando com movimentos de remo que combinavam os membros dianteiros e os traseiros.

Segundo os paleontólogos, a descoberta indica que os ancestrais das modernas focas podem ter surgido no atual Ártico, a partir de um grupo de mamíferos terrestres cujos parentes mais próximos são os tataravós dos modernos ursos.


Fonte: G1

Eu, Macaco? Veja Como Você "Seria"...

on sábado, 11 de abril de 2009

Desde os tempos mais remotos indagamos sobre a origem dos seres vivos, incluindo nós mesmos, e durante todo esse tempo sempre tivemos nossas "respostas" nas formas mais variadas possíveis. Entre essas, a ciência nos deu a sua para a grande pergunta sobre a origem da vida, e esta veio sob a forma da TEORIA DA EVOLUÇÃO.

A evolução humana sempre foi um tema intrigante. Para os evolucionistas o homem não passa de um macaco evoluido que desceu da árvores e passou a se adaptar ao ambiente terrestre à procura de alimentos e abrigos para sua sobrevivência. Imagine com seria se você tivesse nascido há alguns milhões; provavelmente não teria este rosto bonito que Deus te deu!

Para que você tenha uma idéia de como seria na imagem de um Homo erectus, estamos disponiblizando essa oportunidade. É muito fácil!

Basta clicar em "upload your photo", escolher sua imagem [de preferência só do rosto], encaixar uma espécie de máscara que aparece (você pode diminuir, aumentar, girar, etc) clicar em "devolve" e, EURECA, ver-se de volta a alguns milhões de anos atrás na cronologia evolutiva. Não se trata de uma experiência exata, mas é muito divertido.

E aí.. preparado para a viagem no tempo? Clique aqui e seja feliz!!


As Partes Moles Também São Fossilizadas?

on quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sim! E a prova disso é que agora os cientistas têm encontrado fósseis com 95 milhões de anos, os quais demonstram que a origem dos modernos polvos é muito anterior ao que se pensava. Estes fósseis são muito pouco frequentes, uma vez que as possibilidades de que o corpo do polvo, uma vez morto, dure o suficiente para que fossilize são muito remotas, devido às características naturais do corpo.

O polvo não possui esqueleto interno bem desenvolvido e seu corpo está composto praticamente na sua totalidade pela pele e os músculos, pelo que, quando morre se degrada rapidamente, convertendo-se numa massa gelatinosa que em poucos dias não ficará absolutamente nada, mesmo sem contar com os animais que comem os corpos mortos. E é isso o que praticamente impede a fossilização do seu corpo, e o que faz muito mais difícil as investigações evolutivas sobre os mesmos.

Um grupo de paleontólogos identificou recentemente três novas espécies de polvo (fósseis), descobertas em rochas do Cretácico no Líbano. As cinco amostras têm 95 milhões de anos, mas, surpreendentemente, preservam os seus oito tentáculos, com pegadas dos músculos e as características de ventosas. Inclusive algumas amostras apresentam os rastros da tinta e das brânquias internas. Estão, extremamente, bem conservadas. Mas o que mais surpreendeu aos cientistas foram as semelhanças que há entre estes fósseis e os exemplares modernos.

Isto empurra as origens do polvo moderno umas dezenas de milhões de anos para trás, e mesmo isto sendo cientificamente importante, tal vez o mais notável em relação a estes fósseis é que, simplesmente, existem.

Clique aqui para visualizar mais detalhes na imagem.


Fonte: Ciência às Cores

Gigantes do Passado

Como já falamos sobre o fóssil do sapo 'gigante', estaremos postando agora sobre outros fósseis de animais 'gigantes' e a importância dessas descobertas. Vamos lá!


Descoberto fóssil de pinguim 'gigante' no Peru

Pinguins "gigantes", com cerca de 1,5 m de altura e um bico de quase 18 cm de comprimento, habitavam a região onde hoje fica o Peru há mais de 40 milhões de anos. Isso mostra que as aves começaram a migrar para regiões de clima mais quentes muito antes do que os cientistas imaginavam.

Conhecidos por sua presença na Antártida, os pinguins hoje habitam muitas ilhas localizadas no hemisfério sul, algumas até próximas à Linha do Equador. Mas os cientistas acreditavam que eles só começaram a viver em regiões mais quentes há cerca de 10 milhões de anos.

Fósseis de dois tipos diferentes de pinguim - datados em 40 milhões de anos - achados no Peru mostraram que essa teoria estava errada. Um deles, o Icadyptes salasi, media cerca de 1,5 m de altura e tinha um longo bico afinado, com quase 18 cm de comprimento. O segundo fóssil descoberto no local era da espécie Perudyptes devriesi, de tamanho similar ao do atual pinguim-rei, cerca de 90 cm de altura.


Fóssil da maior serpente do mundo pode ajudar
a perceber alterações climáticas

Os cientistas que estudam os restos da maior serpente do Mundo, descobertos no Norte da Colômbia, acreditam que estes poderão trazer revelações sobre o clima e o meio ambiente em que viveu o réptil há 60 milhões de anos.

Batizada de "Titanoboa Cerrejonensis" devido ao seu tamanho e à localização da mina de carvão de Carrejón onde foi encontrada há cerca de dois anos, a gigantesca serpente tinha mais de 13 metros de comprimento e pesava 1,25 toneladas, de acordo com os paleontólogos que analisaram as suas vértebras e cujas conclusões do estudo estão publicadas na última edição da revista "Nature".


Fontes: Cultura Peruana, Curiosidades da Dra Shirley